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ALFACE

September 10, 2019

A alface é uma das hortaliças mais populares plantadas e consumidas no Brasil e no mundo, apesar das diferenças climáticas e hábitos alimentares distintos. Foi batizada com o nome científico Lactua satica L. A alface é delicada e sensível às condições climáticas como temperatura extrema e luminosidade. Possui níveis consideráveis de cálcio, potássio, fósforo, ferro, magnésio, flúor e vitaminas A, B1, B2 e C, boa quantidade de fibras e baixas calorias.

 

Cultivares

 

Existem diversos grupos de alface no mundo. As principais são: Crespa, Mimosa, Americana, Romana, Lisa e Roxa.

 

 

 

Clima e Solo

 

A alface é uma cultura típica de clima temperado, com temperaturas de 13 a 16 °C. Durante a germinação, são exigidas temperaturas de 7-24 °C. Dias curtos são ideais para cultivo de alface. Dias de mais de 12 horas de duração causam florescimento da alface. Os cultivares desenvolvidos para as nossas condições de verão apresentam-se com qualidade inferior, com cabeças menos compactas e menos folhas.

O solo neutro (pH-7) ou solo levemente ácido é preferível. Bons rendimentos comerciais podem ser alcançados em condições de solo pesados.
A alface é sensível ao frio e à salinidade. Água com condutividade elétrica (CE) de 1,3 dS/m ou menos deve ser usada para irrigação. Acima deste valor haverá redução na produtividade, sem a alface demonstrar sintomas.

 

Espaçamentos

 

Os canteiros devem ser elevados em pelo menos 15 cm, e previamente calados e adubados. O espaçamento entre as plantas após o transplante deve respeitar 30 cm ou mais.

 

Preparo do Solo e Plantio de Mudas

 

Deve ser cultivada sob sol pleno, protegidas nas horas mais quentes do dia. Multiplica-se por sementes postas a germinar em bandejas preparadas para a formação das mudas, que serão transplantadas ao local definitivo. Pode-se plantar também diretamente no local definitivo. Neste caso as sementes devem ser cobertas com serragem fina ou outra cobertura até a germinação, quando então a cobertura deve ser retirada.

 

Adubação

 

Estrume de bovinos ou ovelhas, regando com chorume de vaca leiteira (bem diluído). Pode aplicar composto de: algas frescas, bagaço de uva, casca de coco e feno de luzerna. Por se tratar de uma cultura composta basicamente por folhas, a alface responde muito à adubação nitrogenada e a fertilizantes orgânicos. O fornecimento do nitrogênio à planta favorece a produção de biomoléculas fundamentais, como proteínas e aminoácidos, além de ser o constituinte das moléculas de clorofila. A deficiência de nitrogênio retarda o crescimento da planta e induz ausência ou má formação da cabeça, as folhas mais velhas tornam-se amareladas e desprendem-se com facilidade. Entretanto, quando aplicado em demasia, em adubação de cobertura, no último terço do ciclo, as cultivares que formam cabeça apresentam menor firmeza, o que poderá ser prejudicial à comercialização. Pesquisas relatam uma relação negativa entre plantas em condições normais de nitrogênio disponível e plantas deficientes, ocorrendo redução na massa fresca da folha, em condições de limitação do nutriente.

 

 

Irrigação

 

Culturas de folhosas estão associadas a elevados custos de investimento.

Selecionar o sistema de irrigação mais adequado e gerencia-lo de forma eficiente é crucial para o sucesso.

O gotejamento é uma técnica de irrigação viável para a cultura da alface, tendo benefícios que devem ser pesados na comparação de preços dos equipamentos de irrigação, podendo utilizar para este fim cinta gotejadora, gotejadores não compensados ou gotejadores compensados.

 

Doenças

 

São algumas das principais doenças:

  • Cercospora

  • Septoriose

  • Podridão-mole

  • Murcha-de-fusário

  • Murcha-de-esclerócio

  • Nematoide-das-galhas

Pragas

 

A alface é acometida por diversas pragas que causam danos tanto ao sistema radicular quanto à parte aérea da planta. Devido ao hábito alimentar sugador ou mastigador, a maioria das espécies de artrópodes relatada como praga na cultura da alface causa danos principalmente à parte aérea da planta. Podendo ser espécies sugadoras, espécies mastigadoras, Lagarta rosca, pulgões, mosca branca, tripes, vaquinhas (pequenos besouros), lagarta armigera, mosca mineradora, paquinhas, grilos, lesmas e caramujos também são pragas destaque.

 

Colheita e Pós Colheita

 

Em geral a colheita é feita entre 50 e 70 dias após a semeadura. As plantas não devem apresentar nenhum indício de início de florescimento, pois tornam-se impróprias, ficando amargas. Nesta ocasião devemos cortar a planta inteira pela base com uma faca limpa, remover as folhas danificadas e murchas e lavá-las em água corrente para então armazená-las em refrigerador. O manuseio pós-colheita da alface em países tropicais, como o Brasil, impõe uma série de desafios a todos envolvidos na cadeia de produção e comercialização pela alta perecibilidade do produto. No caso de alface e outras hortaliças folhosas, o manuseio pós-colheita em nossas condições possui basicamente as seguintes etapas: colheita; limpeza e sanitização; embalagem; transporte; comercialização.

 

Referências

 

PATRO, Raquel. Alface – Lactuca sativa. 2017. Disponível em: <https://www.jardineiro.net/plantas/alface-lactuca-sativa.html>. Acesso em: 13 de agosto de 2019.

REVISTA CULTIVAR. Efeito da época e da adubação em alface. Disponível em: <https://www.grupocultivar.com.br/artigos/efeito-da-epoca-e-da-adubacao-em-alface>. Acesso em: 13 de agosto de 2019.

MACHADO, Lucas. Principais doenças da cultura do alface e métodos alternativos para controle. 2016. Disponível em: <https://3rlab.wordpress.com/2016/09/30/principais-doencas-da-cultura-do-alface-e-metodos-alternativos-para-controle/>. Acesso em: 13 de agosto de 2019.

NAANDANJAIN. Alface. Disponível em: <https://naandanjain.com.br/culturas/alface/>. Acesso em: 13 de agosto de 2019.

INSTITUTO BIOLÓGICO. Aspectos fitossanitários da cultura da alface. 2017. Disponível em: <http://www.biologico.sp.gov.br/uploads/files/pdf/Boletins/Alface_2017/boletim_alface.pdf>. Acesso em: 13 de agosto de 2019.

HENZ, Gilmar P.; CALBO, Adonai G.; MALDONADE, Iriane R. Circular técnica: Manuseio Pós-Colheita de Alface. 2008. Disponível em: <https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/144268/1/ct-68.pdf>. Acesso em: 13 de agosto de 2019.

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