Como cultivar Atemóia

A fruta adapta-se a diferentes condições climáticas, herança das características da cherimóia, que frutifica nas regiões andinas da América do Sul, e da fruta-do-conde, encontrada em locais onde os termômetros marcam graus mais elevados. Contudo, proteja a plantação de geadas, com a opção de plantio nas partes mais altas do terreno.

A atemóia adapta-se a vários tipos de solos, porém os recomendados são aqueles profundos, bem drenados e ricos em matéria orgânica. Deve-se procurar corrigir o pH da terra entre 5,0 e 6,0. O produtor pode simplificar seu trabalho iniciando a plantação com mudas enxertadas, que evitam o ataque de fungos de solo e de coleobrocas - larvas de insetos -, além de proporcionar um pomar mais homogêneo. Devem ser adquiridas apenas em viveiros credenciados pelo Mapa - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com preço médio de 4,50 reais a unidade.

As mudas enxertadas também aceleram a frutificação e registram produção comercial a partir do terceiro ano, época que o volume atinge de 80 a 150 frutos por planta. A produção plena se dá no quinto ano em diante. Maio, junho e julho são os meses de colheita da atemóia em regiões de clima ameno, período que precede um bimestre de dormência da planta para, em seguida, ser realizada a poda.

Entre os tratos culturais adequados para o desenvolvimento da atemóia, devem ser realizadas as podas de formação, frutificação e raleio de frutos - alguns frutos são retirados para diminuir o excesso na planta. O desbaste de ramos deve deixar a copa aberta, para facilitar o trabalho do manejo à colheita. O produtor não pode também se descuidar com o controle do mato e, sempre, deve ficar atento à incidência de pragas e doenças, como a broca do coleto e a antracnose, respectivamente.

A atemóia tem um sabor leve e agridoce. A polpa branca, com sementes pretas, é suculenta e de alto valor nutritivo. O comum é o consumo in natura, mas da fruta podem ser feitos sucos, pudins, sorvetes e outras receitas culinárias.

 

• Plantio: em períodos chuvosos, devido à necessidade de água para as mudas
• Solo: profundo, bem drenado, sem camada de compactação e com matéria orgânica abundante
• Clima: tropicais, subtropicais e tropicais de altitude
• Uso culinário: consumo in natura, sucos, doces, sorvetes, cobertura para bolos, compotas e pudins
• Uso medicinal: contém fibra, proteínas, fósforo, potássio e cálcio, mas não há estudos científicos que comprovem qualquer uso específico
• Colheita: principalmente entre os meses de maio e julho, podendo começar em fevereiro/março e se estender até agosto/setembro
• Área mínima: um hectare com 200 plantas em média
• Onde comprar: muda enxertada em viveiristas credenciados pelo Ministério da Agricultura
• Investimento: custo inicial de 900 reais por hectare, com preço médio da muda de 4,5 reais

• O desenvolvimento da planta se dá bem na faixa que vai de 13 graus a 32 graus e, para a maturação dos frutos, recomenda-se entre 15 graus e 24 graus. O período de polinização requer clima mais quente, em torno de 27 graus e 28 graus, com umidade relativa do ar de 70% a 80%.

 

• Nos mais adensados, os plantios são feitos em covas de 60 x 60 x 60 centímetros, com variação de espaçamento entre 4 x 3 metros a 4 x 2 metros. Para a adubação de cada cova, é indicado a mistura de um quilo de termofosfato (adubo rico em fósforo), 100 gramas de cloreto de potássio e 18 litros de esterco de curral bem curtido. Caso seja necessário, aplique 50 gramas de nitrocálcio no primeiro ano de cultivo e, se for preciso, repita a operação. A partir do terceiro ano, as adubações são baseadas na análise do solo e na expectativa de produção.

• Híbrido originado do cruzamento da cherimóia com a fruta-do-conde, a atemóia é uma fruta exótica com forma de coração, pontiaguda em um dos extremos. Possui casca rugosa, polpa branca e é carnosa, com várias sementes pretas. As principais variedades encontradas no Brasil são pink's mammoth, african pride, pr-3, bradley, thompson e gefner; as duas últimas são as mais procuradas. Dão frutos de 450 gramas, em média, mas há ocorrências de algumas atemóias ultrapassarem um quilo.

Fonte: Revista Globo Rural

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