Plantar e Colher

Atemóia

atemoia Nome Científico: híbrido da Annona cherimola Mill (cherimóia) com a Annona
squamosa L. (ata, pinha, fruta-do-conde e outras).
Família: Anonáceas
Origem: Regiões tropicais do Peru, Equador e Colômbia


No início do século 20, cientistas norte-americanos se empenharam no desenvolvimento de uma fruta com desempenho comercial superior ao da fruta-do-conde e o sabor da cherimóia, um dos mais apreciados no mundo. Do cruzamento artificial nasceu um novo híbrido da família das anonáceas: a atemóia. O primeiro plantio no Brasil foi feito em 1950 pelo IAC - Instituto Agronômico de Campinas, em São Paulo. (Globo Rural, 2005).
Por ser um fruto pouco cultivado, consegue atingir um bom valor de mercado. De acordo com dados do IBGE, são aproximadamente 1000 ha com o cultivo da Atemóia, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste, há também uma pequena concentração no estado da Bahia.

Propriedades e valor nutricional: Possui teores elevados cálcio, ferro, zinco, cobre, magnésio, proteínas, potássio e açucares, porém não é só isso, ela ainda tem altos índices de vitaminas C (auxilia contra inflamações e na desintoxicação do corpo), B1 e B2 ( possuem funções essenciais no sistema imunológico)

Características da planta: Casca rugosa e pontiaguda, como a da graviola, frutos de polpa macia, cor branca ou creme, nulo de acidez, muito doce e nutritiva, envolvendo sementes pardas. Aspecto parecido com a fruta do conde, mas com sabor diferente, suculenta e com um teor de açúcar em torno de 20° a 25° brix.

Existem hoje 3 espécies de atemóia que estão bem aclimatadas no Brasil, são elas: Pink Mammoth, Thompson e Gefner. Há também a African Pride, originaria da Austrália, que também já foi introduzida no Brasil. São Paulo é o maior produtor de Atemóia do país, com 43,8% da produção, seguido de Minas Gerais, Paraná e Bahia, ambos com 18,8% cada da produção de Atemóia.


Cultivo:

Clima: Tropicais, subtropicais e tropicais de altitude;
Época de plantio: Em períodos chuvosos, devido à necessidade de água para as mudas;
Espaçamento: 7x6m ou 9x7m; mais adensados 4x3m ou 4x2m;
Plantio: é recomendado mudas enxertadas.

atemoia


Adubação:

Calagem: no mês anterior ao preparo das covas para plantio, aplicar calcário dolomítico de acordo com a análise de solo, para elevar a saturação por bases a 60%.
Adubação de plantio: 2kg de esterco de galinha ou 10kg de esterco de curral, 160g de P2O5, 90g de K2O, todos bem misturados antes de colocados na cova.
Adubação de formação: até o 3º ano, aplicações bimestrais no período chuvoso, de 100 (na 1ª aplicação) a 600 g/planta (na última aplicação) de uma mistura de adubos contendo cerca de 10% de cada um dos nutrientes N, P2O5 e K2O.
Adubação de produção: a partir do 4º ano, aplicar 1.800 g/planta de uma mistura de cerca de 8% de N, 3% de P2O5 e 9% de K2O, em três aplicações anuais (outubro, janeiro e março). Periodicamente (2 a 3 anos), fazer análise de solo, aplicando calcário dolomítico e sulfato de zinco (15 a 20g) se necessários e, se possível, aplicar anualmente matéria orgânico.

Solo: As covas devem ter as dimensões de 40 x 40 x 40cm e ser preparadas 60 dias antes do plantio para assentamento e fermentação da matéria orgânica. Para prevenir doenças das raízes, o plantio deve ser alto (5cm do torrão acima do nível do solo), colocando-se terra para formar um montículo para escoamento da água de chuva.

Tratos Culturais: Prevenção de pragas e doenças, aplicação de defensivos, poda, capinas manuais ou mecanizadas, desbaste dos frutos, controle de plantas daninhas.

Principais pragas e doenças: Broca dos frutos, podridões de raízes e colo, antracnose dos frutos novos e cancro dos ramos.

Colheita: Os frutos amadurecem de 100 a 120 dias após o florescimento, a cor do fruto muda de verde clara brilhante para verde amarelada pálida, aonde o período de colheita vai de dezembro a julho, atingindo o pico de colheita de fevereiro a março.

 

Fonte: Boletim, IAC, 200, 1998
            Oswaldo Maricato, Ed. Globo




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