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PEPINO

Nome científico: Cucumis sativus L.
Família: Cucurbitaceae
Centro de origem: Regiões montanhosas da Índia.


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No Brasil, o pepino (Cucumis sativus L.) é cultivado, apreciado e consumido desde o século XVI, na forma de fruto imaturo em saladas, curtido em salmoura ou vinagre e raramente maduro e cozido. Além do valor econômico e alimentar, o cultivo desta cucurbitácea também tem grande importância social, na geração de empregos diretos e indiretos, pois demanda grande quantidade de mão-de-obra, desde o cultivo até a comercialização (LOPES, 1991).

Propriedades e valor nutricional: possui sabor agradável e refrescante, é rica em sais minerais, vitaminas e tem efeito medicinal calmante, diurético e laxante.

Considerado um diurético natural, pois contém 95% de água. Ótima opção para salada, tem baixo valor calórico e fibras para melhorar a digestão. A melhor forma de consumir o pepino é comê-lo cru, fresco, ao natural, para que não perca suas excelentes riquezas vitamínicas e minerais. Se cortado e temperado com antecedência, o pepino torna-se indigesto, mas tal coisa já não se dá quando servido inteiro, ao natural, sem nenhuma preparação. O certo é abri-lo na hora de comer. Não é necessário descascá-lo, mas, descascado, é mais digerível.

Características da planta: planta herbácea, anual, com hastes longas. O hábito de crescimento é indeterminado, e a planta desenvolve-se no sentido vertical, prostrado, dependendo da presença ou ausência de suporte. As ramas apresentam gavinhas, que se fixam qualquer tipo de suporte. O sistema radicular é superficial.
O hábito de florescimento é monóico, ou seja, há flores unissexuadas, masculinas e femininas na mesma planta, com nítida predominância das primeiras, o que é uma característica normal da espécie. Entretanto os fitomelhoristas criaram híbridos ginóicos, os quais desenvolvem quase exclusivamente flores femininas. O pepino é uma planta que tem flores exclusivamente femininas ou masculinas, havendo, portanto, necessidade da polinização cruzada, para que ocorram frutificação e produção. Este trabalho é executado exclusivamente pelas abelhas. Portanto, se não houver interferência deste inseto, não haverá produção. As abelhas desempenham papel essencial para o sucesso da cultura. Existem produtores que chegam a pagar pela presença delas a criadores profissionais, em busca de produtividade mais elevada. Portanto, recomenda-se pulverizações só com inseticidas não prejudiciais às abelhas e em horários que elas não estejam trabalhando, de preferência na parte da tarde.

CULTIVO


Clima: é uma espécie de clima quente, mas adapta-se a temperaturas mais amenas, porém é prejudicada pelo frio e destruída pela geada.

Época de plantio: pode ser plantado o ano todo, se for cultivado em ambiente protegido, mas o desenvolvimento é melhor na primavera-verão.

Adubação:

Para os plantios realizados sem rotação com tomate, recomenda-se fazer adubação com base nos resultados de análise do solo. Na ausência destes resultados, usar as seguintes adubações:
a) Adubação de Plantio - Adubo químico fórmula 4-14-8 ou 4-16-8, na quantidade de 80 a 100 gramas por cova. Dispensa-se a adubação orgânica.
b) Adubação de Cobertura - Recomenda-se o uso de nitrogênio, sob a forma de nitro-cálcio ou sulfato de amônio, em 2 a 3 aplicações, sendo a primeira após a formação dos primeiros frutos e as outras com intervalos de 20 dias, aplicando-se 15 gramas de adubo por planta em cada aplicação. Estas adubações são importantes para melhorar a produtividade, porque o nitrogênio aumenta o número de flores femininas e contribui para melhor conformação dos frutos. 

Espaçamento: pode ser feito diretamente no campo, semeando-se 3 ou 4 sementes por cova no espaçamento de 1,00 x 0,50m. Havendo germinação total das sementes, quando as plantas estiverem com 2 a 3 folhas definitivas, faz-se o desbaste, deixando-se apenas 1 a 2 plantas por cova. Mas pode-se fazer o preparo das mudas em bandeja de poliestireno expandido, em viveiro,semeando apenas uma semente por célula e quando a muda estiver com 3 folhas definitivas vai para campo no mesmo espaçamento.

Tratos culturais:


Tutoramento - a cultura tutorada facilita os tratos culturais e a colheita, aumenta a longevidade e a produtividade da cultura e melhora a qualidade dos frutos, evitando, nestes, o aparecimento da chamada "barriga branca", mancha que aparece no fruto produzido em sistema rasteiro pela falta de insolação na parte que fica apoiada sobre o solo. Desbrota - é a eliminação do broto apical da haste principal, feita para limitar o crescimento da planta. Também há a desbrota nos ramos laterais, para limitação do número de frutos.

Capinas - manter a cultura no limpo.

Irrigação - Na fase de pegamento e desenvolvimento vegetativo, é importante que se façam irrigações mais freqüentes, podendo estas serem reduzidas na fase de frutificação, quando já existe bom enraizamento.

Combate a Pragas e Doenças - Para o controle ou prevenção de doenças e pragas, usar somente produtos registrados para a cultura, obedecendo-se ao período de carência, às dosagens e aos cuidados nas aplicações. Preferir as variedade tolerantes à mancha angular, antracnose, mosaico do pepino TMV, míldio e oídio.

Colheita: inicia-se com 50 a 60 dias após a semeadura, podendo prolongar-se por mais de 2 meses, dependendo dos tratos culturais recebidos. O ponto ideal de colheita é quando o fruto atinge entre 18 - 20 centímetros de comprimento e está com aproximadamente 120 gramas.


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