OVOS DE CODORNA
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A criação de codornas foi introduzida no Brasil no início da década de 60, visando principalmente a produção e comercialização de ovos "in natura" da ave Coturnix coturnix japonica. OLIVEIRA (2001) relatou que o interesse por esta espécie surgiu por volta dos anos 70, tendo sido grandemente divulgada através de canção popular, que exaltava as vantagens afrodisíacas dos seus ovos, em função do vigor sexual do macho. Apesar do folclore envolvido, isto serviu de grande impulso para a propagação da espécie. |
Entre as diversas atividades do setor avícola, a coturnicultura vem se destacando no mercado agropecuário brasileiro como excelente atividade produtiva, por requerer baixos custos com investimento inicial e mão-de-obra, utilizando pequenas áreas e proporcionando rápido retorno de capital.
Na coturnicultura existem três possibilidades a serem exploradas:
- Produção de ovos.
- Produção de carne.
- Matrizeiros.
Em relação ao mercado consumidor, este vem se modificando muito nos últimos anos. Com o advento das indústrias beneficiadoras de ovos, estes, além de serem vendidos "in natura", também passaram a ser comercializados descascados e/ou em conservas por bufês, churrascarias, lanchonetes e restaurantes com um valor agregado que incentivou ainda mais a criação dessas aves. Devido à excelente qualidade nutricional e sabor dos produtos (ovos e carne) ofertados por estas aves, houve um grande crescimento deste setor nos últimos anos.
A região do Alto Tietê é responsável por uma satisfatória produção de ovos de codorna, o que somado à produção de todo o estado, resulta em 70% do abastecimento nacional.
Submetidas à seleção e melhoramento durante séculos por japoneses, a codorna utilizada no Brasil (Coturnix coturnix japonica) para produção de ovos, possui altos índices de produtividade (80-95%). Esta ave produz, em média, cerca de trezentos ovos por ciclo produtivo (12 meses).