Plantar e Colher

COGUMELO SHIMEJI


O Shimeji (Pleorotus ssp) é um dos cogumelos mais difundidos no mundo. Assim como o Shiitake, o Shimeji, é muito consumido na Ásia, principalmente na China. No Brasil, é pouco difundido, com produção limitada, sendo as colônias chinesas e japonesas as maiores consumidoras. Ele é encontrado em duas cores: branco e castanho (cinza).

Pode ser consumido fresco ou desidratado, por possuir altos valores nutricionais e baixa caloria, é uma ótima fonte de lisina e vitamina B1. Medicinalmente, tem eficácia no combate ao câncer e ao colesterol.

O Shimeji é uma boa fonte de lisina e vitamina B1. Mas sua melhor característica é seu sabor delicado.
Conserve-o na geladeira, por aproximadamente cinco dias, podendo aproveitar seu sabor e aroma em sopas, refogados e pratos de arroz. A embalagem é a bandeja de isopor, com vedação em filme plástico.

 

 

Cada 70g de Shimeji possui:

Calorias

3,8 cal

Carboidratos

0,7 g

Proteínas

0,3 g

Gorduras totais

0,1 g

Gorduras saturadas

0

Colesterol

0

Fibras

0,2 g

Cálcio

0,6 g

Ferro

0,2 g

Sódio

0,6 g

 

 O cultivo do Shimeji possui vantagens: pouco investimento, pequena área, retorno de capital rápido, curto período de cultivo e produção estável, que pode se estender pelo ano todo.

 



A produção pode ser feita em tronco (do mesmo modo que o Shiitake) ou por meio de substrato, dentro de potes ou sacos plásticos. A utilização da serragem também é amplamente utilizada, com resultados mais satisfatórios.

Uma instalação ideal para o cultivo do Shimeji é composta por um viveiro com instalações elétricas e equipamentos de climatização, tais como hidrômetros e termômetros, seladores, geladeiras, fogão e embalagens. O barracão pode ser de madeira, alvenaria ou plástico, com proteção para se evitar o excesso de vento.

O processo de esterilização do substrato é de suma importância para o cultivo do Shimeji, bem como a higienização dos instrumentos utilizados no momento de inoculação. O processo de incubação dura cerca de cinco meses. Depois de esterilizados, os sacos com os compostos já inoculados seguem para uma câmara fria onde a temperatura é mantida a 15ºC e a umidade relativa em 70% a 80%. Para o processo de frutificação, os sacos precisam de iluminação constante.
O ponto de colheita ideal é quando o chapéu estiver com 1 a 1,5cm de diâmetro. Mas é importante lembrar que o crescimento do Shimeji é muito desigual. Os buquês são muito frágeis.


Sistemas de cultivo

Preparação do substrato
Serragem: a preferência é para serragem de árvores de folhas largas ou folhas aciculares. Farelo: existem farelos de arroz, milho, trigo etc., o mais utilizado é o farelo de arroz. Contudo o farelo de milho e o de trigo faz aumentar a produção, além de melhorar a qualidade do cogumelo.
Mistura do substrato: a combinação do farelo e da serragem deve ser feita na proporção de 1:4, em termos de volume, mais água até atingir umidade de 62 a 65 %. Esta umidade deve ser alcançada na serragem pura..

Esterilização: - podemos dizer que a esterilização é a chave do sucesso desse cultivo. Ela pode ser feita de duas formas : em autoclave e
em câmaras de esterilização.

Inoculação: Terminada a esterilização dos potes, quando a temperatura interna abaixar para 20°C, realiza-se a inoculação das "sementes" em condições estéreis.

Incubação: passado 4 a 5 dias pode haver um acréscimo na temperatura do substrato de 3 a 5°C, acima da temperatura ambiente, para permitir que o micélio possa desenvolver uniformemente, o ambiente deve manter temperaturas de 18 a 20°C.

Indução: para que os potes tenham uniformidade no crescimento, realiza-se uma raspagem na superfície do substrato tornando-a plana. Logo depois, preenche o pote com água até sua borda. Passada 2 a 3 horas, retira-se água, tampa-se o recipiente, para que a superfície não se resseque e mantenha-o a temperatura de 13 a 16°C. 5 a 7 dias após a raspagem inicia-se a formação de primórdios, então abra o recipiente, e aumente a umidade relativa para 90 %. Daqui para diante os cogumelos exigem muita ventilação, sua falta pode resultar na não abertura do

chapéu, na formação de cogumelos compridos, ou no surgimento de ferrugem (avermelhamento e fenecimento).

Colheita:
Depois de 7 dias os cogumelos estarão prontos para a colheita, quando o chapéu estiver de 1 a 1,5 cm de diâmetro. Após a colheita retira-se a serragem da base, e acondiciona-se os fungos em bandejas, em porções de 100 a 200 gramas, para a comercialização.

CULTIVO EM PALHAS, BAGAÇO DE CANA DE AÇÚCAR :

Preparação do substrato: molha-se a palha ou bagaço até 70 % de umidade, e adicionamos farelo de arroz ou de algodão na base de uns 10 % do peso de bagaço ou palha e misturando-o muito bem. Quanto mais rico em farelo, maior é a produção.

Pasteurização: este substrato deverá ser levado ao túnel de pasteurização, onde receberá tratamento a vapor d' água, para elevar a temperatura do composto até 90°C por umas 10 a 12 horas. Logo após, deixar a temperatura abaixar sozinha, até 30 C, para executar a semeaduras.

Semeadura: o composto deverá ser ensacado com porções de 7 a 10 kg e receber "sementes" numa quantidade de 2 a 4 % sobre o peso de composto.

Incubação: os sacos devem ser colocados em prateleiras, onde ficarão em fase de colonização por 25 a 40 dias. Somente após esse período o composto estará completamente branco (coloração provocada pelo crescimento do micélio.

Indução e Frutificação: Faz-se então vários cortes no saco plástico, de 2 cm de comprimento, por onde apareceram os cogumelos, num prazo de 1 a 2 semanas.

Colheita: após 4 dias a contar do início da brotação, eles estarão grandes o suficiente para serem colhidos, torcendo a base do "pé" do cogumelo ou do cacho se for o caso. É comum efetuar um toalete no cogumelo cortando na base do pé do cogumelo para eliminar uma parte que fica suja com composto.

   

 



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