Plantar e Colher

CAQUI


 

O caquizeiro (Diospyros kaki L.f.), pertencente à família das Ebenáceas, é originário da Ásia, mais especificamente da China, mas é muito cultivado no Japão, há séculos. Hoje, os principais produtores mundiais são: Japão, China, Israel, Brasil, Itália e França. 

Esta cultura foi introduzida no Brasil no final do século XIX, por imigrantes japoneses, anteriormente só se conhecia caqui adstringente, aquele que “amarra a boca”. Por causa da sua origem, a planta adapta-se

melhor ao clima subtropical e ao temperado, por esta razão, seu cultivo, no Brasil, acontece principalmente nas regiões Sul e Sudeste, destacando-se as regiões de Mogi das Cruzes, Guararema, Biritiba Mirim, Salesópolis, Suzano

e Santa Isabel. Mas também há produção em regiões como: Jacareí, Ibiúna, Pindamonhangaba, etc.

O Estado de São Paulo possui cerca de 2000ha cultivados com caqui, o que representa 92% dos 43,7 mil toneladas ano recebidos no CEAGESP, sendo a variedade Rama Forte a mais comercializada, 28 mil toneladas ano.

 

O caqui é uma fruta saborosa, que atende a diversos tipos de paladares, de acordo com a variedade consumida, é utilizado principalmente como fruta de mesa, para consumo in natura, mas pode ser processado e destinado à produção de caqui cristalizado (passa de caqui)  e vinagre . Outras utilizações vem sendo estudadas, como forma de agregação de valor a este produto, uma delas é a cachaça de caqui. É pouco calórico (cerca de 80 calorias por 100 gramas), é rico em amido, pectina, açúcares, cálcio, ferro, proteínas e vitaminas A, B1, B2 e C. É considerado alcalinizante, antioxidante, estomáquico, fortificante, laxante e nutritivo.

Por estas vantagens, seu consumo no mercado interno vem aumentando e a maior oferta do produto ocorre nos meses de março e abril, pico de produção (110kg/árvore), onde o fruto tem o preço relativamente mais baixo, mas sua colheita pode ocorrer entre os meses de fevereiro a junho.

 

O caquizeiro é uma planta de porte arbóreo, com copa arredondada e ramificada, é tipicamente subtropical, com ampla capacidade de adaptação às nossas condições ambientais. Embora seja uma espécie de folhas caducas, como são as fruteiras de clima temperado, sua área de cultivo costuma se estender pelas mesmas regiões de cultivo das plantas cítricas, exigindo precipitações anuais entre 1.000 e 1.500 mm, temperatura média em torno de 15 a 17ºC, mas tolera baixas temperaturas sendo essas, importantes para a quebra de dormência das gemas e para ocorrência de brotação e florescimento abundante e uniforme.

Seu desenvolvimento inicial é lento, chegando a atingir a maturidade somente com 7-8 anos, mas possuindo uma durabilidade produtiva de dezenas de anos. A frutificação do caquizeiro começa após o terceiro ano. Suas folhas são verde-brilhante, as gemas são inseridas nas axilas das folhas e assim como as folhas de coloração branco-amareladas, que surgem na primavera e no verão, podendo ser classificadas como plantas dióicas ou monóicas.

Desenvolve-se bem nos mais variados tipos de solos, desde que sejam dotados de boa capacidade de retenção de umidade. As condições mais propícias, no entanto, são encontradas nos solos areno-argilosos, profundos, bem drenados e com alto teor de matéria orgânica.

 

Algumas variedades de caqui são partenocárpicas e seus frutos são esféricos, levemente achatados e de coloração amarelo claro, escuro, vermelho, laranja, roxo claro e escuro, com polpa viscosa vermelho-alaranjada e sementes, quando presentes, são achatadas e de coloração castanha.





Algumas variedades de caqui são partenocárpicas e seus frutos são esféricos, levemente achatados e de coloração amarelo claro, escuro, vermelho, laranja, roxo claro e escuro, com polpa viscosa vermelho-alaranjada e sementes, quando presentes, são achatadas e de coloração castanha.

São muitas as variedades e os tipos de caqui existentes. Eles são classificados de acordo com a expressão do sexo e adstringência do fruto até a colheita. Com relação à adstringência da polpa têm-se as variedades do grupo Shibugaki (onde a polpa é muito adstringente quando verde), Variável (variedades com sementes a polpa é menos adstringente do que as sem sementes, pois as sementes maduras liberam fenóis que insolubilizam o tanino) e Amagaki (são os caquis doces, não apresentam adstringência).

Os caquis Shibugaki ou taninosos, são os de coloração amarela quando maduros e podem ter ou não sementes. São as variedades: Pomelo, Rubi e Taubaté.

Os caquis Amagaki ou não taninosos, são os doces, mais firmes e de coloração mais amarela quando maduros, podendo ou não ter sementes. As variedades são: Fuyu, Girô e Fuyuhana.

Os caquis Variáveis são os que podem ter polpa amarela e não apresentar semente ou ter polpa escura e semente. São elas: Cauru, Guiombo e Rama Forte.

O método de propagação mais utilizado para o caqui é a enxertia, não sendo aconselhável a propagação por sementes. Podem ser feitas enxertias por garfagem em fenda cheia ou borbulhia em janela aberta.

 

O espaçamento de plantio varia em função da variedade a ser cultivada. Para as variedades dos grupos Shibugaki e Variável, que são plantas vigorosas, os espaçamentos mais usados são de 8 x 7 m, 7 x 7 m e 7 x 6 m. No caso das variedades do grupo Amagaki, que apresentam plantas menos vigorosas, os espaçamentos mais usados são os de 7 x 6 m, 6 x 6 m e 6 x 5 m.
As covas devem ser abertas com as dimensões de 60 x 60 x 60 cm, devendo receber adubação, com pelo menos 30 dias de antecedência ao plantio, de acordo com os resultados de análise de solo.

 

As mudas recém-plantadas devem ser irrigadas com volume suficiente para umedecer toda o volume da cova, favorecendo o assentamento do solo. Deve-se cobrir o solo no entorno das mudas com cobertura morta de palha ou capim, de forma reduzir a perda excessiva de umidade por evaporação. Na ausência de chuvas, recomenda-se irrigar pelo menos 2 vezes por semana, adequando-se o manejo de água às condições climáticas locais.


PODAS:

A poda de formação tem por finalidade constituir o esqueleto básico da planta, capaz de suportar pesadas cargas. A muda é plantada de haste única e, no primeiro ano, deixa-se desenvolver 3 ou 4 pernadas, radialmente dispostas no tronco, distantes entre si de 10 a 15 cm, a partir de 50 cm do solo; todos os demais ramos são eliminados rente ao tronco.

 No inverno seguinte, um ano após o plantio, essas pernadas são encurtadas, a fim de permitir a brotação de ramificações vigorosas. Nos anos seguintes, prosseguem as podas de encurtamento e raleio de ramos, até que se consiga formar a copa da planta, geralmente no formato de taça.

A poda de inverno (encurtamento de ramos) deve ser evitada nas plantas adultas, uma vez que a frutificação ocorre sempre nos ramos do ano e, os melhores frutos se originam na brotação das gemas terminais dos ramos do ano anterior. Na realidade, o que se pratica é uma poda de limpeza, onde são eliminados os ramos supérfluos, mal situados, doentes e secos.

Desbrotas periódicas devem ser realizadas, pelo menos duas vezes durante o ano, ocasião em que são eliminados os brotos em excesso.

Os caquizeiros são árvores bastante resistentes às doenças e pragas. A resistência à esses problemas também depende da variedade cultivada. A pior doença a atacar os caquizeiros é a mancha-das-folhas (cercosposiose). Além desta, também podem atacar esta planta a antracnose, a podridão-das-raízes e o mofo-cinzento. Devemos manter o terreno limpo, realizando capinas e evitando as plantas invasoras. Podemos, também, proteger o solo com uma camada de cobertura morta.

 



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