Nome científico: Lactuca sativa L. Família: Chicoreaceae Centro de origem: região asiática.
Clique nas fotos para ampliá-las
Coloque o cursor sobre a última miniatura para visualizar as demais
Já era conhecida no Egito há 4500 anos a.C. e chegou ao Brasil pelos colonizadores portugueses, no século XVI, tornando-se a folhosa mais consumida no país. De acordo com o IBGE (1996) a produção nacional de alface é de aproximadamente 312.000 toneladas/ano. Apenas no estado de São Paulo ocupa uma área de 7859 hectares, com uma produtividade de 137.000 toneladas/ano, gerando mais de 6.000 empregos (Ceasa-Campinas, 2002).
Propriedades e valor nutricional: possui sabor agradável e refrescante, é rica em sais minerais, vitaminas e tem efeito medicinal calmante, diurético e laxante.
A alface contém ferro, mineral com importante papel no transporte de oxigênio no organismo. É rica em fibras, que auxiliam na digestão e no bom funcionamento do intestino, além de apresentar pequenos teores de minerais como cálcio e fósforo. Tem ainda vitaminas A (importante no processo de formação da pele e das mucosas), C (reforça o sistema imunológico) e do complexo B (que têm função essencial no metabolismo).
Características da planta: planta herbácea, com um caule diminuto no qual se prendem as folhas, que são a parte comestível da planta. Podem ser lisas ou crespas, fechando-se ou não na forma de uma "cabeça". A coloração das plantas pode variar do verde-amarelado até o verde escuro e também pode ser roxa, dependendo da cultivar.
A alface é classificada comercialmente em Americana, Crespa, Lisa Mimosa e Romana, sendo a crespa a mais consumida. Segundo dados da CEAGESP para o qüinqüênio 2000-2004, o tipo Crespa teve uma participação percentual em função da quantidade de engradados comercializados de 61% mediante, 19% da americana, 18% da lisa e 2% da romana. Dentro desta classificação ainda existem para cada grupo diferentes cultivares, como Grand Rapids (crespa), Lucy Brown (americana), Elisa (lisa), Salad Bowl (mimosa), Mirella (romana), etc.
Cultivo
Clima: variável de acordo com a cultivar, mas originalmente prefere temperaturas mais amenas. Época de plantio: pode ser plantado o ano todo, dependendo da exigência climática de cada cultivar. Adubação: Calagem: aplicação de calcário para elevar a saturação por bases do solo a 80% Adubação orgânica: 40 a 60 toneladas/ha de esterco de curral curtido ou a quarta parte dessa quantidade de esterco de galinha. Adubação mineral de plantio: aplicar 40 kg/ha de N, 200 a 400 kg/ha de P2O5, 50 a 150 kg/ha de K2O e 1 kg/ha de Boro, conforme análise de solo. Adubação de cobertura: aplicar 60 a 90 kg/ha de N, parcelando em 3 vezes aos 15, 30 e 45 dias após a germinação (semeadura direta) ou aos 7, 14 e 21 dias após o transplante (sistema de mudas).
Quantidade de sementes por hectare:
Sementes
Quantidades
Peletizadas
110.000 unidades/há
Nuas (semeadura direta)
0,6 a 4 kg/ha
Nuas (transplante)
0,4 kg/ha
Espaçamento: 0,20 a 0,30 m x 0,20 a 0,30 m, de acordo com as características botânicas de cada cultivar. Germinação: ocorre em aproximadamente 15 dias, depende da temperatura do período e das condições nutricionais oferecidas.
Tratos culturais:
Irrigação: por aspersão ou gotejamento, de acordo com as necessidades. Os canteiros devem ser preparados de acordo com o sistema de irrigação a ser utilizado. Outros tratos culturais: capina, eliminação de plantas com vírus, aplicação de defensivos agrícolas, se necessário, para controle de plantas daninhas, pragas e doenças
Principais pragas: pulgões, lagartas, mosca-branca, cochonilha, paquinhas, grilo, lesmas, caracóis, tatuzinhos, tripes do fumo, tesourinha e besouro preto. Principais doenças: septoriose, mancha de cercospora, tombamento de mudas, podridão de esclerotinia (mofo-branco), queima da saia, míldio, mancha bacteriana, mancha de alternaria, mofo cinzento, ferrugem, podridão mole, antracnose (mancha em anéis), oídio, mosaico (LMV), vira cabeça, podridão da base das folhas externas e nematóides (Meloidogyne).
Colheita: efetuá-la quando a planta ou "cabeça" atingir o desenvolvimento máximo, porém, com as folhas tenras e sem indício de pendão floral (pendoamento). Em geral é feita entre 50 e 70 dias após a semeadura, dependendo do local onde foi cultivada, ambiente protegido ou campo aberto. A colheita é manual, cortando-se as plantas logo abaixo das folhas basais (saia).